sábado, 16 de outubro de 2010
treze
chuva, parabéns pelo dia dos professores, um bombom. o mundo é só água e eu também chovo. uma dúzia de abraços guardados com meus velhos planos.não mudaremos de rumo e apesar dos planos desfeitos como eu me orgulho de você. você disse que está com saudades. eu nasci com saudades de você.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
[005] dias com ele
foi como toda menina imaginou que seria: aquela hora que a gente chega e ele está lá esperando com o mais lindo dos sorrisos e o melhor de todos os abraços. é assim que deveriam ser todos os encontros. a mais curta caminhada torna-se cheia de significados simplesmente porque estamos de mãos dadas. eu queria nunca mais soltar a mão dele. queria que as mãos dele, as duas estivessem aqui para apertar as minhas.
a gente chorou e riu e os dias passaram quentes, calmos, cercados de caos e beleza, de pessoas queridas e de outras que desconhecemos.
nos amamos como duas crianças tolas e é o nosso jeito de tocar a vida. sorriu pro dia e sorriu pra mim todos os dias.
sonhei com um emprego de salvar baleias e acho que a nossa vida pede um pouquinho mais de mar.
a gente chorou e riu e os dias passaram quentes, calmos, cercados de caos e beleza, de pessoas queridas e de outras que desconhecemos.
nos amamos como duas crianças tolas e é o nosso jeito de tocar a vida. sorriu pro dia e sorriu pra mim todos os dias.
sonhei com um emprego de salvar baleias e acho que a nossa vida pede um pouquinho mais de mar.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
vinte e três
muito choro, muito sono. uma viagem de ida e volta até rio claro. duas horas pra ir e mais duas pra voltar. no caminho o telefone toca, o ddd é 81. número alto pra um ddd, eu acho. fala rápido que o minuto custa caro, mas tanto a dizer... os cigarros que sempre dividimos e toda a poesia que dividir um cigarro pode conter.
e como quem nunca se esgota estive com ela. ela e suas lindas frases inspiradas em caio fernando. ela de óculos vermelho como um coração. ouvir, entender, compreender e retribuir. te lembrar me alivia, e mesmo nessas horas, em que as pessoas se mostram simples e belas, envolvidos pela alegria triste do que é uma vida. mesmo que seja uma vida dormida em quartinhos de empregada. só. a solidão e mais seis dúzias de garrafas. dentro delas gotas da casa que um dia terá. sua. é a doçura que ainda existe no mundo. eu sinto e mesmo que eu não diga, você entende.
e como quem nunca se esgota estive com ela. ela e suas lindas frases inspiradas em caio fernando. ela de óculos vermelho como um coração. ouvir, entender, compreender e retribuir. te lembrar me alivia, e mesmo nessas horas, em que as pessoas se mostram simples e belas, envolvidos pela alegria triste do que é uma vida. mesmo que seja uma vida dormida em quartinhos de empregada. só. a solidão e mais seis dúzias de garrafas. dentro delas gotas da casa que um dia terá. sua. é a doçura que ainda existe no mundo. eu sinto e mesmo que eu não diga, você entende.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
vinte e quatro
meu socorro hoje foi o aconchego familiar. minha mãe, minha irmã, meus sobrinhos. no carrossel, segurando a gigizinha pra não cair literalmente do cavalo, eu lembrei dos capitães da areia. 'é da hora ser criança, né?' foi o que a carlinha me disse e a gente ficou uma na outra buscando aquela nostalgia boba de irmãs que cresceram grudadas.
pensando nele. a casa, a pia suja, descer o lixo. eu cortei os cabelos, pintei minhas unhas de cor-de-rosa e finalmente encontrei e comprei um chapéu que cabe na minha cabeça grande! não sobrarão coisas por fazer até ele voltar... amanhã já é quarta! por deus, a semana voa e daqui três dias eu vou cair no seu abraço e vai ser tão bom.
ele lá longe com a tal dor nas costas. eu comprei vitaminas com cálcio para os ossos dele. usei o celular alheio e foi tão bom quando se completou a chamada e a voz dele perguntando 'gata?'
estamos sempre juntos quando passa o caminhão que recolhe o lixo. hoje ele não está, mas mesmo assim o caminhão passou. eu olhei pela janela os homens que correm atrás do caminhão, que jogam o lixo pra dentro e levam sabe-se lá pra onde. pra ilha das flores, talvez. desde menina eu sempre achei que em toda cidade existia uma ilha das flores, como a de jorge furtado, mas que na verdade nem é dele. e eu não estava de todo enganada. e olhar as pessoasme faz querer ficar perto, conversar, saber de onde vêm, o que fazem, sobre os filhos, o que comem. e eu me encho de sentimentos instintivos e coletivos pelas pessoas que não conheço.
meu mundo se amplia, o mundo é muito grande e sou eu só nesse apartamento. eu e a lembrança de quando eu te encontrar.
pensando nele. a casa, a pia suja, descer o lixo. eu cortei os cabelos, pintei minhas unhas de cor-de-rosa e finalmente encontrei e comprei um chapéu que cabe na minha cabeça grande! não sobrarão coisas por fazer até ele voltar... amanhã já é quarta! por deus, a semana voa e daqui três dias eu vou cair no seu abraço e vai ser tão bom.
ele lá longe com a tal dor nas costas. eu comprei vitaminas com cálcio para os ossos dele. usei o celular alheio e foi tão bom quando se completou a chamada e a voz dele perguntando 'gata?'
estamos sempre juntos quando passa o caminhão que recolhe o lixo. hoje ele não está, mas mesmo assim o caminhão passou. eu olhei pela janela os homens que correm atrás do caminhão, que jogam o lixo pra dentro e levam sabe-se lá pra onde. pra ilha das flores, talvez. desde menina eu sempre achei que em toda cidade existia uma ilha das flores, como a de jorge furtado, mas que na verdade nem é dele. e eu não estava de todo enganada. e olhar as pessoasme faz querer ficar perto, conversar, saber de onde vêm, o que fazem, sobre os filhos, o que comem. e eu me encho de sentimentos instintivos e coletivos pelas pessoas que não conheço.
meu mundo se amplia, o mundo é muito grande e sou eu só nesse apartamento. eu e a lembrança de quando eu te encontrar.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
vinte e cinco páginas
o lugar que ele ocupa em mim sempre foi um lugar de palavras. antes eram só letras, juntas, inúmeras, palavras soltas que eu, porcamente, fazia que se combinassem. e elas ainda estão aqui, embora mais raras, mais vagas e menos melancólicas. ele ocupou o lugar das palavras, vira e mexe ele some com elas e me deixa assim, sem palavras. porque elas gostaram de dividir seu lugar com ele e como se deram bem às vezes ele e as palavras se escondem de mim.
nunca reclamaram do lugar que ocupam na minha vida. nem ele, nem elas. às vezes brigam entre si, mas a verdade é que ele gosta das minhas palavras e elas são caprichosas em se mostrar pra ele. elas confessam, gostam e preferem ficar guardadas e saudosas porque sabem que o que existe no lugar delas é um amor. e é uma delícia confessar que quando não estou fazendo palavras estou fazendo amor.
e não por acaso, hoje eu voltei. porque ele bateu asas e partiu do meu ninho para ares mais quentes. ele voltará e novamente as palavras irão repousar no meu recreio. mas por ora, por esses vinte e cinco dias, contando os quatro em que partirei eu também pra perto dele, serão as palavras que ficarão no lugar dele. vinte e cinco saudades, vinte e cinco carinhos. meu pouco de alívio.
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