tenho na vida as pessoas que mereço ter. reconheço meus erros, inclusive os que não cometi. reconheço porque não compete a mim controlar como o que sou e como me movimento atinge os outros. admito minhas posturas: não necessito do público para afirmar as demandas do privado. não nego as aparências, sequer disfarço as evidências, viver é a minha fatalidade e vivo só. o que não deslegitima os meus afetos: há muito amor nos meus gestos, não me permito desgrudar meu traseiro senão por ganas minhas. mas em algum canto desta escuridão, dentro de alguma caixa enterrada serei sempre só.
terça-feira, 1 de abril de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
simples prazer
cozinhar pra família, servir um prato pra mãe porque é seu aniversário. com bolo de brincadeira (eu quis dizer brigadeiro, mas quando me dei conta preferi deixar assim) cujo primeiro pedaço não foi pra mim, é claro. naquela casa nunca fui a primeira em nada.
ele não veio, mas telefonou pra falar com a mãe. e trocamos mensagens amorosas até adormecer já que ele não saiu porque muito chove em rio de janeiro e quando chove gostamos de ficar lá bem juntos numa cama de hotel.
domingo, 16 de março de 2014
pequeno manual do que não mais fazer
1- roer as unhas
2- morder a pele ao redor das unhas
3 - pressionar dolorosamente os dedos contra a palma das mãos
2- morder a pele ao redor das unhas
3 - pressionar dolorosamente os dedos contra a palma das mãos
sábado, 8 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
se cuida-me
combinaram próximo ao prédio dos correios, de onde ele precisou retirar uma encomenda que não fora entregue por conta de uma greve.
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